No Brasil

HISTÓRIA DO MOVIMENTO NO BRASIL

 

1967: Vinda de Maria Guillien, do Movimento francês, enviada pelo MIDADE, para Recife, à Arquidiocese de Dom Hélder Câmara.

Contatos com a Equipe Arquidiocesana de Catequese e outras pessoas interessadas na problemática das crianças do meio popular.

1968: Início da experiência da Ilha do Maruim…

A Tanajura - OlindaPE (1968) (3)

1969: A convite da Paróquia da Macaxeira, setor de Casa Amarela, Recife, pessoas ligadas à Equipe Arquidiocesana de Catequese e à experiência do Maruim, passam a assessorar o trabalho de catequese desta paróquia: aos poucos, as intuições do Movimento, semeadas no mangue de Olinda, passam a ser cultivadas nos altos e córregos de Casa Amarela.

1970: Maria, Alcino e Edineide, a convite do MIDADE, participam do 3° Encontro Internacional do Movimento, impressionando os demais participantes desta assembleia mundial, com relato original da experiência do Maruim; uma coloria exposição de desenhos, histórias, bonecos, brinquedos… os meios de expressão das crianças.

1971: O 1° Encontro de Animadores de Comunidades de Crianças, de 7 de setembro, na Escola São Cristóvão, na Guabiraba: “O REINO DE DEUS É DOS PEQUENOS” uma reflexão animada, a partir da vida das crianças. Como alternativa à catequese tradicional, experiência na linha do Movimento vão surgindo em outras paróquias de Casa Amarela e da região metropolitana do Recife: N. Descoberta, Mangabeira, Brasília Teimosa…

1973: Outubro, Semana da Criança: Crianças e Acompanhantes assumem, todas as noites, o programa de evangelização da Rádio Olinda…

1974: A convite de Frei Afonso Horácio Leite OFM, Carmelita, da Paróquia da Macaxeira, participa do Encontro de Catequese da Província Franciscana… Foi um testemunho marcante… foi o início da primeira grande expansão do Movimento.

No mês de julho, Alcino e Reginaldo, a convite do MIDAC, participam do IV Encontro Internacional do MIDAC, em Yaundé, na República dos Camarões, África: começa um processo de articulação entre os países do Terceiro Mundo e os de visão mais politizado… Volta uma pergunta essencial: Por que, num Movimento de Crianças, um Encontro Internacional só de Acompanhantes Jovens e Adultos? Como chegar a uma participação das crianças em todos os níveis?

1975: Experiência do Recife e de João Pessoa entram num processo de articulação e caminhada em conjunto:

No mês de junho, representantes das duas experiências participam de maneira significativa do Encontro Reginaldo de Catequese, promovido pelo Regional Nordeste – 2, no Recife. O Boletim Regional da CNBB publica integralmente o relatório de ambas as experiências.

De maio a julho, grupos de animadores (depois, acompanhantes, de região metropolitana de João Pessoa, do Recife e de Salvador pesquisam e refletem sobre diversos aspectos da vida das crianças e preparam assim o 1° Encontro Interdiocesano de animadores do Movimento…

De 25 a 30 de julho, João Pessoa, no antigo convento de São Pedro Gonçalves: 1° ENCONTRO NORDESTINO DE AMIGOS DAS CRIANÇAS: 13 crianças de bairros de Recife e de João Pessoa tomam parte ativa e determinante nos 5 dias intensos, movimentos, criativos e originais, em que cerca de 80 acompanhantes põem em comum tudo quanto pesquisaram e refletiram sobre a  vida das crianças (Família, Vizinhança, Trabalho, Brincadeira, Televisão, Escola e Igreja)… após a apresentação de cada assunto, primeiro reagiram as crianças e todo mundo as escutava… Depois começava o debate entre todos… Foram 7 sessões plenárias nas quais as crianças surpreenderam com sua participação, tanto nas apresentações, quais as crianças surpreenderam com sua participação, quanto nos questionamentos, testemunhos, pontos de vista… Era o início de um processo progressivo de participação das Crianças num Movimento, que começavam a ser mais realmente delas. ESCUTEM A GENTE! Assim se ilustrado de tudo o que fora apresentado sobre BRINCADEIRA e FAMÍLIA no encontro…

A partir de então o Movimento passa a ter um nome: MOVIMENTO AMIGOS DAS CRIANÇAS e uma sigla MAC, que refletiam, ainda, mais a iniciativa dos acompanhantes que das próprias crianças… Uma coisa importante, porém, que a essas alturas começa a ficar claro é a autonomia do “Movimento” com relação à Catequese. O Movimento vai se alinhando sempre mais com os movimentos de Evangelização do meio urbano e rural ou com os seus coirmãos de Ação Católica especializada…

1976: Janeiro – João Pessoa: 1° ENCONTRO DA COORDENAÇÃO REGIONAL DO MAC: Revisão de 75 e Planejamento de 76, com representante das experiências dos 3 estados e crianças convidadas de João Pessoa e Recife.

A essas alturas o Movimento já conta com simpatizantes e pioneiros que dão início a experiência no Ceará (Fortaleza) Maria Amélia, e no Rio Grande do Norte (Mossoró), as Irmãs Zulinda e Lucimar.

1977: Janeiro: Frei Afonso, Ir. Blandine e Edneide participam da 1° Assembleia Regional do MIDAC em Punta de Tralca, no Chile.

De 15 a 24 de julho, na Praia do Bessa, João Pessoa, III ENCONTRO INTERDIOCESANO DE ANIMADORES, preparado por dois meses de pesquisas e reflexão sobre os vários aspectos da vida do Jovem ou Adulto acompanhante, e realizado em 3 turnos, dois de fim de semana, para facilitar a participação dos que trabalhavam e um de meio de semana para os que estavam de férias. Participaram cerca de 150 acompanhantes da Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará. Também Irmão Zulinda de Mossoró participou do 3/ turno. Para muita gente foi uma parada importante e um encontro sério e profundo com seus companheiros de caminhadas, com sua própria verdade e com Deus. Maria Gullien participou também desse encontro e nós comemoramos 10 anos de sua vinda no meio da gente.

1978: De 25 a 26 de janeiro, no Convento do Rosário, João Pessoa: Leigos, religiosas e padres do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e da Bahia, representando suas experiências de base, se reúnem para definir de maneira mais sistemática os objetivos do MAC quanto às CRIANÇAS, o ANIMADOR e a COMUNIDADE… A essas alturas em cada estado já se formou uma equipe de coordenação, encarregada de articular e acompanhar o conjunto das experiências locais.

No início de agosto: Delegação do Movimento Chileno e do Uruguaio, a caminhada do V Encontro Internacional do MIDAC, visitam grupos de crianças e adolescentes da região metropolitana do Recife… Juntamente com representantes do MAC realizam no Convento da Conceição em Olinda a 4° Assembleia Latino-americana do MIDAC.

1979: Janeiro – no Centro de Treinamento do C. do José Grande, Recife: I ENCONTRO DAS EQUIPES DIOCESANAS DO MAC. Encontram-se as coordenações dos vários estados para um trabalho de avaliação, aprofundamento e planejamento. Participa do Grupo de Crianças e Adolescentes do Morro da Conceição, o Pica-Pau. Elege-se a primeira Equipe Nacional do MAC: Alcino (PE), Nazaré (RN) e Mariana (BA), bem como o delegado brasileiro à Equipe Latino-Americana, Jório (PB). Laura do Uruguai e Reginaldo Veloso, Assessor Latino-Americano, vindos do Chile, apresentam a situação dos Movimentos chileno e uruguaio e insistem na importância de uma articulação latino-americana: “Ou nos libertamos todos juntos, ou ninguém se liberta” frase de um militante de ACO do Chile.

O MAC inicia no sertão de Alagoas, com a colaboração de acompanhantes em Inhapi, paróquia do padre Luís.

1980: Janeiro – Colégio Marista de Apipucos, Recife: 2° ENCONTRO DA EQUIPES DIOCESANAS: Definição da “Prioridade 80”. Escolha dos representantes do Brasil à III Assembleia Latino-Americana do MIDAC, a realizar-se em Lima, no Peru (Nazaré e Jório). Neste encontro brilham as ações dos grupos de crianças e adolescentes na quais se evidenciava a importância da participação das crianças em ações com toda a comunidade ou o conjunto do Movimento Popular.

Dom Hélder Câmara veio celebrar conosco a Santa Missa, no final da manhã do domingo à tarde houve uma festa com as crianças e adolescentes de vários grupos do Recife, na Praça de Apipucos.

Em abril, inicia a caminhada das CRIANÇAS UNIDADE DE MARCAÇÃO, com apoio da Irmã Adriana no município de Rio Tinto – PB.

1981: De 14 a 19 de janeiro: Preparado por um mês de pesquisa e reflexão sobre a vida das Crianças Trabalhadoras, à luz do mistério de Natal, o mês de dezembro do ano que passou… realiza-se no Centro Paulo VI de Guarabira, o 3° ENCONTRO DAS EQUIPES DIOCESANAS: O tema das Crianças Trabalhadoras esteve presente não só através de relatórios de cada Estado, mas bem ao vivo, através de dois Grupos de Crianças Trabalhadoras, da Praia do Cristóvão (RN) e Guarabira (PB). Rubén Salazar, do Chile, em visita ao Movimento brasileiro, participa do Encontro e contribui com a experiência das crianças vendedoras do centro de Santiago.

No mês de abril no C. do José Grande, Recife: 1° ENCONTRO NACIONAL DE ASSESSORES, padres e religiosas, com participação da Equipe Nacional. Foi uma tentativa de definir, a partir das experiências de acompanhamento de grupos de acompanhantes, o papel do Assessor como Acompanhante dos Acompanhantes. Foi significativa a participação ecumênica do Pastor Hilquias. Da Congregação Batista de Massaranduba (município de Jaboatão-PE), em cuja comunidade estava iniciando uma experiência do MAC com a colaboração de acompanhantes de Casa Amarela (Jane, esposa do pastor Davi e outros). Irmão Lúcia (BA) foi escolhida como representante das religiosas para a Equipe Nacional.

Julho: Nazaré, Claudete, Jório e Lúcia participam do Encontro Latino-Americana ampliado e do 1° Encontro Latino-Americana de Assessores, em Bogotá, Colômbia.

1982: Janeiro – Em Guarabira (PB): 4° ENCONTRO DAS EQUIPES DIOCESANAS DO MAC: durante todo o mês de dezembro passado, na luz da mensagem de Natal, todos os grupos de crianças e adolescentes do MAC refletem sobre a experiência política do povo. O Encontro de Guarabira, que contou com a participação e o testemunho significativo de dois Grupos de Crianças (um de Mossoró e o outro de Marcação) após avaliar a caminhada do ano que passou, aprofundou a questão da educação política das crianças e sobre esta prioridade principalmente, planejou a caminhada em conjunto do ano de 1982, ano de eleições.

Através de correspondência entre duas crianças, Sara Daniela, de Sete Lagoas (MG) e Lívia, de Contagem (MG), com Reginaldo Veloso iniciam as primeiras experiências do MAC no Estado de Minas Gerais.

Dezembro – Casas da Criança, Olinda-PE: 1° ENCONTRO NACIONAL DE CRIANÇAS DO MAC: grupos de crianças e adolescentes da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, em dois turnos de 80 crianças cada, se encontram para trocar experiências sobre sua realidade, sua vida, suas ações e dar recado aos participantes da Assembleia Mundial do MIDAC, que se realizava no vizinho Seminário de Olinda. Socorro, de Mossoró e Claudete, de Guarabira acompanharam e coordenaram todo o encontro, com a colaboração dos Acompanhantes vindos dos vários estados com seus grupos. Foram marcantes os momentos de festa e confraternização.

Dia 23 de dezembro: Através da delegação composta por Lúcia, Nazaré e Afonso, o Movimento brasileiro é recebido oficialmente como membro da grande família do MIDAC!

1983: Janeiro – Guarabira: 5° ENCONTRO DAS EQUIPES DIOCESANAS, ainda sob o impacto do Encontro Mundial e, por razões de ordem prática, sem a participação de crianças, este encontro se detém sobretudo a aprofundar o tema da FORMAÇÃO dos acompanhantes, que sai como prioridade número 1 para o ano de 83.

1984: Janeiro – Guarabira: 2° ENCONTRO NACIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: Toda uma animadíssima troca de experiência, a partir do relato das ações mais significativas ou mais comuns de grupos da cidade e do campo. Questiona-se o NOME do Movimento… Permanece a sigla MAC, mas depois de caloroso debate entre crianças, adolescentes e acompanhantes chega-se a uma nova denominação: MOVIMENTO DE ADOLESCENTES E CRIANÇAS, mas fiel à natureza e originalidade do Movimento, que quer sempre mais verdadeiramente às crianças e adolescentes.

Logo a seguir, 3° ENCONTRO NACIONAL DE ANIMADORES: todo um aprofundamento sobre o papel dos/das acompanhantes, em cima dos resultados que vinham do Encontro da Crianças e Adolescentes. Foi neste Encontro que em consonância com o Movimento Latino-Americano, em função de uma definição mais clara do seu papel, se decidiu chamar os até então “animadores”, de ACOMPANHANTES!

Junho, de 18 a 23 – Belém do Pará: No Instituto de Pastoral Regional (IPAR), após dois meses de intensa preparação em suas comunidades, realiza-se o 1° Curso de Iniciação de Acompanhantes do MAC da Região Norte. A convite do padre Luís Moscoi, três crianças de Marcação (Batista, Francisquinha e Lice), acompanhadas da irmã Adriana, juntamente com Reginaldo Veloso, assessoram o Encontro. Impressionante a garra com que esta gente, vinda dos rincões mais distantes, de avião ou de barco, se preparou e participou dos seis dias de intenso trabalho de iniciação. Sueli, Rita e Luís formaram a primeira Coordenação Estadual, para cuidar da articulação, numa região amazônica, onde as distâncias são enormes e a comunicação muito difícil. Estava iniciando o Movimento no Pará. Participaram também pessoas provindas do interior, Cândido Mendes, e da capital, São Luiz (MA), o que valeu também como início do MAC neste estado do Nordeste.

Dia 08 de Julho: 1° ENCONTRO MINEIRO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

1985: Janeiro – João Pessoa: No Centro de Miramar, realiza-se o 6° ENCONTRO DAS EQUIPES DIOCESANAS DO MAC: foi uma grande plenária de todo um trabalho desenvolvido sobre a PARTICIPAÇÃO da Crianças, em conjunto com todo o Movimento Latino-Americano. Nazaré, Sônia e Afonso foram os portadores desta reflexão para a 7° Assembleia Latino-Americano do MIDAC. Este encontro já contou com uma delegação do Pará e outra da Baixada Fluminense, onde há algum tempo vem se desenvolvendo uma experiência com crianças dos meios mais pobres, acompanhadas por Eridam, em Nova Iguaçu.

Outubro – Imperatriz do Maranhão: ENCONTRO DE INICIAÇÃO DE ACOMPANHANTES DO MAC, com assessoria de Zezé e Luís da Equipe Nacional.

O MAC se consolida no Ceará, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Atualmente o MAC se faz presente em sete estados brasileiros e no Distrito Federal: Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás e Distrito Federal. A atuação do Movimento se dá por meio de grupos de base de crianças e adolescentes acompanhados por educadores, jovens e adultos, voluntários, que se reúnem uma vez por semana, seja na cidade ou no campo, partilhando suas experiências de vida na família, na escola, no trabalho, no bairro, etc. Unindo-se à brincadeira que é refletida, unindo-se ao Evangelho que é meditado, à arte, à música, ao teatro, ao desenho, à poesia… A criança e o adolescente percebem a realidade em que vive, se conscientiza enquanto cristão, cidadão, tornando-se protagonista da sua própria história e do seu Movimento, contribuindo com responsabilidade na luta por condições de vida digna e abundante da sociedade em que vive e de todo o Planeta (VER, JULGAR, AGIR, AVALIAR, CELEBRAR).

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